Albânia: Uma Viagem pela Terra das Águias, da Antiguidade aos Dias de Hoje
A Albânia, oficialmente República da Albânia, é uma nação montanhosa situada na Península Balcânica, no sudeste da Europa. Banhada pelos mares Adriático e Jónico, o país possui uma história rica e complexa, marcada por sucessivas ocupações e uma resiliente luta pela identidade. Conhecida em sua própria língua como Shqipëria, a “Terra das Águias”, a Albânia oferece uma tapeçaria cultural vibrante, paisagens deslumbrantes e um passado que remonta a milênios.
Geografia e Cultura: Com um relevo predominantemente montanhoso, os Alpes Albaneses a norte e diversas outras cordilheiras que se estendem pelo seu território, o país é um paraíso para os amantes da natureza. A sua costa, que se estende por mais de 360 quilómetros, apresenta praias de águas cristalinas e cidades históricas. O clima é mediterrânico na costa, com verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos, enquanto as zonas montanhosas registam invernos rigorosos com neve.
A cultura albanesa é um mosaico de influências, reflexo da sua história. A língua albanesa é um ramo isolado da família linguística indo-europeia, o que a torna única na região. A religião predominante é o Islão, legado de séculos de domínio otomano, coexistindo com comunidades significativas de cristãos ortodoxos e católicos. A hospitalidade, conhecida como besa – um código de honra que obriga a proteger um hóspede a todo o custo – é um pilar da cultura albanesa.
Uma História de Resistência e Transformação:
Antiguidade: Os primeiros habitantes conhecidos da região que hoje corresponde à Albânia foram as tribos ilírias, um povo indo-europeu que se estabeleceu nos Balcãs Ocidentais. A sua presença é atestada por numerosos sítios arqueológicos. A partir do século VII a.C., os gregos estabeleceram colónias na costa, e mais tarde, no século II a.C., a região foi conquistada pela República Romana, tornando-se parte das províncias da Ilíria, Macedónia e Epiro.
Domínio Bizantino e Otomano: Com a divisão do Império Romano, a Albânia ficou sob a alçada do Império Bizantino. Durante a Idade Média, o território foi alvo de invasões de visigodos, hunos, ostrogodos e eslavos. No século XV, o Império Otomano iniciou a sua expansão para os Balcãs. Este período foi marcado pela figura de Gjergj Kastrioti Skanderbeg, o herói nacional albanês, que liderou uma lendária resistência contra os otomanos durante 25 anos, unificando os principados albaneses e defendendo a sua independência. Após a sua morte, em 1468, a resistência enfraqueceu, e em 1479 a Albânia foi totalmente integrada no Império Otomano, onde permaneceria por mais de quatro séculos. Durante este longo período, grande parte da população converteu-se ao Islão.
Independência e o Século XX: O despertar do nacionalismo albanês no final do século XIX culminou com a declaração de independência do Império Otomano a 28 de novembro de 1912. O novo estado, no entanto, enfrentou instabilidade política e a cobiça das potências vizinhas. Após a Primeira Guerra Mundial, a Albânia conseguiu manter a sua soberania. Em 1939, o país foi invadido e ocupado pela Itália fascista de Mussolini e, posteriormente, pela Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Com o fim da guerra, em 1944, os partisans comunistas, liderados por Enver Hoxha, tomaram o poder. Iniciou-se um dos regimes mais isolacionistas e repressivos da Europa. Hoxha rompeu sucessivamente com a Jugoslávia, a União Soviética e a China, mergulhando a Albânia num profundo isolamento político e económico. O seu regime foi caracterizado pela proibição da religião, pelo culto à personalidade e pela construção de centenas de milhares de bunkers por todo o país, um reflexo da paranoia do regime em relação a uma invasão externa.
A Albânia Contemporânea: A morte de Enver Hoxha, em 1985, abriu caminho para uma lenta transição. Em 1991, realizaram-se as primeiras eleições multipartidárias, marcando o fim do regime comunista. A transição para a democracia e para uma economia de mercado foi um período conturbado, marcado por crises económicas e instabilidade social.
Hoje, a Albânia é uma república parlamentar e membro da NATO desde 2009. O país tem feito progressos significativos na consolidação das suas instituições democráticas e na reforma da sua economia, sendo atualmente um candidato oficial à adesão à União Europeia. O turismo tem vindo a crescer de forma exponencial, atraindo visitantes pelas suas belezas naturais, património histórico e preços competitivos. A “Terra das Águias” está, assim, a abrir as suas asas ao mundo, revelando uma nação vibrante e cheia de potencial, moldada por uma história de resiliência e perseverança.
Durrës: A Cidade Eterna do Adriático
Durrës, a cidade mais antiga da Albânia, é um porto vibrante no Mar Adriático com uma história de quase 3.000 anos. Localizada a apenas 34 km da capital, Tirana, esta “cidade eterna” oferece uma combinação fascinante de praias deslumbrantes, um rico património romano e bizantino e uma atmosfera animada.
Fundada por colonos gregos em 627 a.C., a cidade, então conhecida como Epidamno e mais tarde Dirráquio, foi um ponto estratégico crucial ao longo da história. Foi palco de batalhas famosas, como a de Júlio César contra Pompeu, e um importante elo entre o Império Romano e a Europa Ocidental.
Principais Atrações:
- Anfiteatro de Durrës: A atração mais emblemática da cidade é o maior anfiteatro dos Balcãs. Construído no século II d.C., tinha capacidade para 20.000 espetadores. Hoje, é um impressionante testemunho da grandeza romana e está na lista de locais a serem considerados Património Mundial da UNESCO.
- Torre Veneziana: Parte das antigas fortificações da cidade, esta torre medieval redonda oferece um vislumbre do passado defensivo de Durrës e é um excelente ponto para fotografias.
- Fórum Bizantino (Macellum): Descubra as ruínas do antigo mercado e centro social da cidade, que remonta aos séculos V e VI, com as suas distintas colunas de mármore.
- Museu Arqueológico: Para os entusiastas da história, este museu é o maior do país e alberga uma vasta coleção de artefactos que contam a longa e rica história de Durrës, desde a antiguidade até à Idade Média.
- Praias de Durrës: A cidade é famosa pela sua extensa faixa de areia, a Praia de Durrës (Plazhi i Durrësit). É o local perfeito para relaxar, nadar e desfrutar do sol do Adriático. O passeio marítimo, conhecido como “Vollga”, é o coração pulsante da cidade, repleto de restaurantes, bares e cafés, oferecendo um ambiente animado, especialmente durante o verão.
Durrës é, sem dúvida, um destino que cativa pela sua mistura única de história antiga e vida moderna à beira-mar, tornando-se uma paragem obrigatória para quem visita a Albânia.
Berat: A Cidade das Mil Janelas e um Tesouro da Albânia
Aninhada nas margens do rio Osum, no centro-sul da Albânia, ergue-se Berat, uma cidade-museu e um dos mais deslumbrantes tesouros históricos do país. Conhecida como a “Cidade das Mil Janelas”, devido às inúmeras janelas das suas casas otomanas que parecem observar quem passeia pelas suas ruas, Berat é um testemunho vivo da coexistência de diferentes culturas e religiões ao longo dos séculos. O seu centro histórico excecionalmente bem preservado foi declarado Património Mundial da UNESCO em 2008.
A paisagem de Berat é dominada por três componentes principais: o majestoso Castelo de Berat (Kalaja) no topo da colina, o bairro histórico de Mangalem que se estende pela encosta abaixo do castelo, e o bairro de Gorica na margem oposta do rio, ligado a Mangalem pela elegante Ponte Gorica, construída em 1780.
Uma Viagem no Tempo:
A história de Berat remonta a mais de 2.400 anos. Fundada como um povoado ilírio, a cidade foi mais tarde transformada numa cidade fortificada pelos gregos no século IV a.C., sob o nome de Antipatreia. Ao longo dos séculos, foi conquistada por romanos, bizantinos, búlgaros, sérvios e, finalmente, pelos otomanos em 1417. Cada uma destas civilizações deixou a sua marca indelével na arquitetura e na cultura da cidade.
O Que Visitar em Berat:
- Castelo de Berat (Kalaja): Mais do que uma simples fortaleza, o castelo é um bairro vibrante onde os habitantes locais ainda vivem dentro das suas muralhas medievais. Passear pelas suas ruas de calçada é como recuar no tempo. Dentro do castelo, encontrará um tesouro de igrejas bizantinas, como a Igreja da Santíssima Trindade, e as ruínas de mesquitas otomanas, incluindo a Mesquita Vermelha.
- Museu Onufri: Localizado dentro da Catedral da Dormição de Santa Maria, no interior do castelo, este museu é dedicado a Onufri, o mais famoso pintor de ícones da Albânia do século XVI. As suas obras são conhecidas pela intensidade das cores, especialmente pelo seu característico “vermelho Onufri”.
- Bairro de Mangalem: Este é o bairro que deu a Berat a sua alcunha. As suas casas brancas de estilo otomano, com grandes janelas e telhados de telha vermelha, empilham-se umas sobre as outras na encosta íngreme da colina, criando uma paisagem urbana única e inesquecível.
- Bairro de Gorica: Do outro lado do rio Osum, o bairro de Gorica oferece uma perspetiva igualmente encantadora. É um local mais tranquilo, ideal para passear e admirar a vista icónica de Mangalem.
- Museu Etnográfico Nacional: Instalado numa casa otomana do século XVIII, este museu oferece uma visão fascinante sobre a vida e as tradições da região de Berat, com exposições de mobiliário, ferramentas e trajes tradicionais.
- Mesquitas Históricas: No centro da cidade, perto do rio, podem ser visitadas a Mesquita de Chumbo (século XVI), a Mesquita dos Solteiros (século XIX) e a Mesquita do Rei (século XV), que testemunham a longa herança islâmica da cidade.
Berat não é apenas um local de importância histórica; é uma cidade viva, com uma atmosfera acolhedora. A sua combinação de arquitetura deslumbrante, rica história e beleza natural faz dela um destino obrigatório para quem viaja pela Albânia.
Gjirokastër: A Cidade de Pedra e Património Mundial
Gjirokastër, a “Cidade de Pedra”, é uma joia arquitetónica aninhada num vale íngreme nas montanhas do sul da Albânia. Juntamente com Berat, é um dos dois únicos sítios na Albânia classificados como Património Mundial da UNESCO, reconhecida pela sua excecional arquitetura da era otomana, que lhe confere uma atmosfera única e intemporal.
A cidade é dominada pela sua imponente fortaleza e pelas suas distintas casas-torre, conhecidas como kullë. Estas casas, construídas nos séculos XVII e XVIII, são caracterizadas pelos seus telhados de ardósia cinzenta, paredes de pedra branca e varandas de madeira, que se espalham pela encosta da colina, criando uma paisagem urbana impressionante e de uma beleza austera.
Gjirokastër é também conhecida por ser a cidade natal de duas figuras proeminentes e antagónicas da história albanesa: o aclamado romancista Ismail Kadare, cujas obras frequentemente retratam a vida e a história da cidade, e o ex-ditador comunista Enver Hoxha. A antiga casa de Hoxha é hoje o Museu Etnográfico.
Uma História Gravada na Pedra:
A história de Gjirokastër remonta a vários séculos, com a sua cidadela a ser o núcleo original do desenvolvimento urbano. A cidade floresceu como um importante centro comercial e administrativo sob o Império Otomano. A sua arquitetura reflete a riqueza dos proprietários de terras da época, que construíram estas casas fortificadas para serem tanto residências confortáveis como estruturas defensivas.
O Que Visitar em Gjirokastër:
- Castelo de Gjirokastër (Kalaja e Gjirokastrës): É a segunda maior fortaleza dos Balcãs e o ponto central da cidade. Oferece vistas panorâmicas espetaculares sobre o vale do rio Drino. No seu interior, alberga o Museu Militar, com uma coleção de armas de diferentes épocas, incluindo um avião da Força Aérea dos Estados Unidos capturado durante a Guerra Fria. O castelo é também palco do Festival Nacional de Folclore Albanês.
- Bazar Antigo: O coração pulsante da cidade, o Bazar de Gjirokastër, é um labirinto encantador de ruas de calçada. Aqui, pode encontrar lojas de artesanato tradicional, que vendem desde tapetes a objetos de madeira e pedra esculpida, bem como cafés e restaurantes acolhedores.
- Casas-Torre Tradicionais: Para compreender verdadeiramente a arquitetura única de Gjirokastër, é essencial visitar uma das suas casas-museu. As mais famosas são a Casa Skenduli e a Casa Zekate, que oferecem um vislumbre fascinante do estilo de vida de uma rica família otomana, com os seus interiores bem preservados, salas decoradas e estruturas complexas.
- Museu Etnográfico: Localizado na casa onde nasceu Enver Hoxha, este museu exibe uma rica coleção de trajes tradicionais, utensílios domésticos e mobiliário, ilustrando as tradições e o modo de vida da região.
- Museu Gjirokastër: Situado dentro do castelo, este museu moderno oferece uma excelente introdução à história, cultura e património da cidade e da região circundante.
Passear por Gjirokastër é uma experiência imersiva, uma viagem a uma era passada. A sua arquitetura distinta, a sua rica história e a sua atmosfera autêntica fazem dela um destino inesquecível e um dos pontos culturais mais importantes da Albânia.
O “Olho Azul” (Syri i Kaltër): A Fonte Mágica da Albânia
Quando se fala no “Olho Azul” na Albânia, é importante saber que existem dois locais espetaculares com este nome, embora um seja muito mais famoso e acessível que o outro.
1. O Olho Azul (Syri i Kaltër) perto de Sarandë (O Mais Famoso)
Este é o “Olho Azul” que a maioria dos visitantes procura, uma maravilha natural hipnotizante localizada no sul da Albânia, entre as cidades de Sarandë e Gjirokastër.
O que é?
O Olho Azul é uma nascente cárstica, o que significa que a água brota de um buraco profundo na terra com uma força incrível. A nascente tem uma profundidade desconhecida; mergulhadores tentaram explorá-la, mas só conseguiram descer até aos 50 metros devido à enorme pressão da água que jorra para a superfície. A nascente alimenta o rio Bistricë.
Por que é famoso?
A sua fama deve-se à sua aparência surreal. A água é de uma clareza e de uma cor tão intensas que parece irreal. O centro da nascente é um azul-escuro profundo, semelhante à pupila de um olho, enquanto as águas circundantes são de um azul-turquesa e verde vibrantes, como a íris. A vegetação luxuriante que rodeia a nascente completa este cenário paradisíaco.
Informações Práticas:
- Temperatura da Água: A água é gelada durante todo o ano, com uma temperatura constante de cerca de 10-12°C.
- Visitação: Existe uma plataforma de observação construída sobre a nascente para permitir aos visitantes admirar a vista de cima.
- Nadar: Embora oficialmente seja proibido nadar diretamente na nascente por razões de segurança, é muito comum ver visitantes a mergulhar nas águas geladas um pouco mais abaixo, ao longo do rio.
- Localização: É uma paragem fácil para quem viaja entre as cidades costeiras de Sarandë/Ksamil e a cidade histórica de Gjirokastër.
Sarandë, a capital não oficial da Riviera Albanesa
Sarandë, a capital não oficial da Riviera Albanesa, é uma cidade costeira vibrante e um dos destinos turísticos mais populares da Albânia. Situada numa baía em forma de ferradura no Mar Jónico, a cidade goza de um clima mediterrânico com mais de 300 dias de sol por ano, tornando-a um paraíso para os amantes de praia e da vida ao ar livre.
A sua localização privilegiada, em frente à ilha grega de Corfu (a uma curta viagem de ferry de 30 minutos), faz de Sarandë uma porta de entrada para o sul da Albânia e uma base perfeita para explorar as maravilhas históricas e naturais da região.
História e Cultura:
Originalmente conhecida como Onchesmos na antiguidade, Sarandë tem uma história rica que remonta aos tempos gregos e romanos. O seu nome atual deriva do mosteiro bizantino “Agioi Saranda”, que significa “Quarenta Santos”, em homenagem aos quarenta mártires de Sebaste. As ruínas deste mosteiro, que oferecem uma vista panorâmica da cidade, são um dos seus locais históricos mais importantes.
Atrações Principais em Sarandë e Arredores:
- Passeio Marítimo (Promenade): O coração da cidade é o seu animado passeio marítimo, ladeado por palmeiras, restaurantes, cafés e bares. É o local ideal para um passeio ao fim da tarde, para jantar com vista para o mar ou para desfrutar da vida noturna da cidade.
- Castelo de Lëkurësi: Erguido numa colina com vista para a cidade, este castelo do século XVI oferece as vistas mais espetaculares de Sarandë, da baía e da ilha de Corfu. É especialmente popular ao pôr do sol e possui um restaurante no seu interior.
- Parque Nacional de Butrint: A uma curta viagem de carro para sul de Sarandë, encontra-se o sítio arqueológico de Butrint, classificado como Património Mundial da UNESCO. Este parque impressionante alberga ruínas notavelmente bem preservadas de uma cidade que foi habitada por gregos, romanos, bizantinos e venezianos, incluindo um teatro antigo, banhos romanos e uma basílica.
- Ksamil: Um pouco mais a sul de Sarandë fica a aldeia de Ksamil, famosa pelas suas praias de areia branca e águas azul-turquesa cristalinas, que fazem lembrar as Caraíbas. As suas quatro pequenas ilhas rochosas, acessíveis a nado ou de barco, são um dos postais mais famosos da Albânia.
- O Olho Azul (Syri i Kaltër): A cerca de 22 km de Sarandë, encontra-se esta fascinante nascente de água doce. A sua cor azul-escura intensa no centro, rodeada por tons mais claros de azul e verde, cria uma imagem que se assemelha a um olho humano, tornando-a uma das maravilhas naturais mais visitadas do país.
Sarandë é a combinação perfeita de praias deslumbrantes, história antiga e uma atmosfera mediterrânica contagiante, servindo como uma base excelente e vibrante para explorar o melhor que o sul da Albânia tem para oferecer.
Ksamil: As Caraíbas da Albânia
Ksamil é uma pequena vila costeira no extremo sul da Albânia, que se tornou um dos destinos de praia mais famosos e procurados de toda a Riviera Albanesa. Frequentemente apelidada de “as Caraíbas da Albânia” ou “a pérola do Jónico”, a sua reputação deve-se às suas praias paradisíacas de areia branca e fina e às suas águas incrivelmente cristalinas de cor azul-turquesa.
Localizada a apenas 15 km a sul da cidade de Sarandë e em frente à ilha grega de Corfu, Ksamil é o epítome de um destino de verão. A sua paisagem é definida por uma série de pequenas baías e enseadas, cada uma com o seu próprio charme, e pelas suas quatro ilhas rochosas desabitadas que se encontram a uma curta distância da costa, facilmente acessíveis a nado, de barco ou de gaivota.
O que torna Ksamil especial:
- Praias Deslumbrantes: Ao contrário de muitas outras praias da Riviera Albanesa, que são de seixos, as praias de Ksamil são maioritariamente de areia branca. As mais populares incluem a Praia de Ksamil (a principal), Bora Bora Beach e Paradise Beach. Durante o verão, estas praias enchem-se de vida, com inúmeros beach clubs que oferecem espreguiçadeiras, guarda-sóis e um ambiente animado.
- As Quatro Ilhas: O cartão-postal de Ksamil são as suas quatro pequenas ilhas. As duas ilhas mais próximas, conhecidas como “Ilhas Gémeas” (Ishujt Binjakë), estão tão perto que é possível nadar até elas, oferecendo uma sensação de exploração e aventura.
- Proximidade a Butrint: A poucos quilómetros de distância encontra-se o Parque Nacional de Butrint, um sítio arqueológico classificado como Património Mundial da UNESCO, o que permite combinar facilmente um dia de praia com uma visita cultural de grande importância histórica.
- Ambiente de Verão: Ksamil tem uma atmosfera de estância de férias, com uma grande variedade de restaurantes que servem marisco fresco, bares e hotéis. É um destino que atrai tanto famílias como jovens à procura de diversão e relaxamento.
Como Chegar:
A forma mais comum de chegar a Ksamil é através de Sarandë, que tem ligações de autocarro frequentes durante todo o dia. Muitos visitantes também chegam de ferry a partir da ilha de Corfu, na Grécia, o que torna Ksamil um destino muito acessível para quem já está a explorar a região.
Devido à sua crescente popularidade, Ksamil pode ficar bastante movimentada durante os meses de pico do verão (julho e agosto). No entanto, a sua beleza natural inegável faz com que seja um destino obrigatório para quem procura as melhores praias da Albânia.
Shëngjin: A Joia Costeira do Norte da Albânia
Shëngjin, que significa “São João” em albanês, é uma cidade costeira em rápido crescimento, localizada no norte da Albânia, no Mar Adriático, a curta distância da cidade histórica de Lezhë. O que antes era principalmente uma cidade portuária, transformou-se num popular destino de verão, especialmente para os albaneses do norte e do vizinho Kosovo.
Conhecida pela sua longa praia de areia e pelas suas águas calmas e pouco profundas, Shëngjin oferece um ambiente mais descontraído em comparação com os destinos mais movimentados da Riviera Albanesa, no sul. A sua paisagem é única, com a praia de um lado e a lagoa Kune-Vain, uma importante reserva natural, do outro.
Principais Atrações e Atividades:
- Praia de Shëngjin (Plazhi i Shëngjinit): A principal atração da cidade é a sua extensa praia de areia fina, que se estende por vários quilómetros. É ideal para famílias com crianças, devido às suas águas tranquilas e de pouca profundidade. A praia é bem organizada, com inúmeros hotéis, restaurantes e bares que oferecem todas as comodidades necessárias para um dia relaxante ao sol.
- Rana e Hedhun (“Areia Atirada”): A norte da praia principal, encontra-se esta maravilha natural única. Rana e Hedhun é uma espetacular duna de areia que desce por uma encosta de montanha até mergulhar diretamente no mar. A paisagem aqui é mais selvagem e intocada, oferecendo um contraste impressionante com a praia mais urbanizada de Shëngjin.
- Lagoa Kune-Vain (Laguna Kune-Vain): Esta lagoa, localizada a sul do porto de Shëngjin, é uma das reservas naturais mais importantes da Albânia. É um paraíso para a observação de aves, abrigando cerca de 200 espécies de aves migratórias e locais. É um local perfeito para os amantes da natureza que procuram tranquilidade e uma pausa da agitação da praia.
- Gastronomia: Como cidade portuária, Shëngjin é famosa pelo seu peixe fresco e marisco. Os restaurantes ao longo da costa oferecem pratos deliciosos da cozinha mediterrânica e albanesa, onde os produtos do mar são a estrela principal.
- Proximidade a Lezhë: A apenas 8 km de distância, a cidade de Lezhë oferece uma componente cultural à visita. Em Lezhë, pode-se explorar o Memorial de Skanderbeg (local do seu túmulo) e o Castelo de Lezhë, que proporciona vistas panorâmicas sobre a região.
Shëngjin é a combinação perfeita para quem procura um destino de praia com uma atmosfera relaxante, boa comida e a oportunidade de explorar belezas naturais únicas, como as dunas de Rana e Hedhun e a rica biodiversidade da lagoa Kune-Vain.
